quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Escritora Izabelle Valladares confirma presença.



A ALG teve o prazer de convidar a escritora Izabelle Valladares, como membro honorário para a solenidade de posse de seus novos acadêmicos que ocorrerá no dia 10 de outubro de 2010, no auditório central do teatro municipal.

Saudação a Izabelle Valladares

Izabelle Valladares, começou seu tempo de voo em 2009, com o livro A cúpula das vaidades. Desde o começo, optou por sentimentos e sensibilidade. O humor se move com desembaraço, de maneira ágil, suave, delicada e precisa. É possível que tenha aprendido com ele como laborar com palavras que encerram lágrimas ou sorrisos.

Seu plano de voo, foi tecendo desde quando aprendeu a fantasiar, menina ainda, na cidade de Niterói . C.

Nas suas andanças, viu quase toda a América Latina. Esbarrou com a tristeza, com a dor, com o abandono, com a injustiça, com assombrações. Mas, também, com felizes amores, definitivos amigos e com um mar de palavras. Com elas vem seguindo seu voo no tempo que existe, o tempo vivo, o tempo que nunca viu. Meio a este tempo, seu nome e sua obra se espalharam pelo país, chegaram às às escolas, as cabeceiras e atravessaram mares, "A viagem mágica de Bia e Dora, vai ser publicado em 2011 na Àustria pela Carsten. E, os muitos prêmios lhe atribuídos neste meio tempo, atestam a grandeza de sua obra e de seu mover cultural e social.

No seu tempo de hoje, sonha o viver num país literário. Acredita que, por sua especificidade de poder dar voz ao leitor, a literatura tem o poder de levá-lo a conquistar sua autonomia, a que lhe dá o direito de escolher o seu próprio destino e de sonhar com outras realidades. Para realizar o que, aos olhos de muitos pode parecer uma utopia, ela conclama o leitor a pensar um Brasil Literário que primeiro passe pelo consumo interno para, num momento posterior se transformar em ação.

Cara Izabelle Valladares,

Como você mesmo diz, o tempo é um saboroso presente. Para nós, da Academia de Letras de Goiás, é chegado o tempo de lhe agradecer pelo presente de sua presença aqui e pelo presente de suas palavras expressas em mais de dez livros publicados.

Tendo em vista sua brilhante obra literária de reconhecimento nacional e internacional, a Academia de Letras de Goiás lhe confere o título de Acadêmico Honorário.

Alaor Barbosa

Discurso de Danilo Gomes sobre Alaor Barbosa

DISCURSO DE DANILO GOMES, RECEBENDO ALAOR BARBOSA NA ACADEMIA DE LETRAS DO BRASIL, EM BRASÍLIA, EM 9-9-2010.


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Incumbiu-me o Sr. Presidente desta Academia, Ministro Fontes de Alencar, de saudar o novo confrade, que ora recebemos com fraternal abraço e intenso júbilo. Honrosa missão para este modesto cronista mineiro, em Brasília há 35 anos. A delegação, que recebi de S. Exa., me enche o coração de alegria e o espírito de uma transcendental comunhão. Porque Alaor Barbosa é um velho e querido amigo e companheiro. E porque Alaor Barbosa é um grande escritor brasileiro, goiano de Morrinhos e agora,desde há poucos dias, Cidadão Honorário de Goiânia – justo galardão!

Grande escritor goiano, que transcendeu os limites de seu Estado natal, não só pelas altas qualidades estilísticas de suas obras, como por abordar temas de envergadura nacional,de Monteiro Lobato e seus amigos de cenáculo na Paulicéia,a Guimarães Rosa, de quem foi amigo e de cuja vida e criação literária nos tem dado uma pinacular, majestosa obra,em dois tomos: “Sinfonia Minas Gerais: a vida e a literatura de João Guimarães Rosa”, o primeiro tomo já publicado.

Nascido há 70 anos em Morrinhos, Alaor Barbosa dos Santos morou também – e ainda tem lá residência- em Goiânia; morou ainda no Rio de Janeiro, em Petrópolis e Brasília,onde mantém residência até hoje. Veio para cá a serviço, por concurso, do Senado Federal.

Escritor por vocação, por gosto, o novo acadêmico tem percorrido os territórios do romance e do conto, da biografia, da ensaística, da pesquisa literária e historiográfica. Não para de trabalhar, de produzir, de tal forma a podermos assegurar que ele se dedica à literatura e à História como um missionário incansável e com o ardor de um legionário, um escoteiro, um militante.

A simples menção do elenco de suas obras revela o quanto ele tem produzido, sempre se superando em qualidades estilísticas, em lavor estético, em informações precisas e detalhadas, checadas. Não me refiro apenas ao escritor primoroso, ao ficcionista de prol e de proa; destaco também o jornalista, desde o Jornal do Brasil, Correio da Manhã e Tribuna da Imprensa, do Rio, até o Diário da Manhã, de Goiânia, onde não perco seus artigos e matérias de teor literário, jurídico, histórico e político, permeados de memorialismo. No Diário da Manhã também não perco os artigos e crônicas de nossa colega, a poeta Sônia Ferreira. Aliás, leio também “O Popular”, de Goiânia, onde colaboram notáveis cronistas. E mais: todos nós, que moramos aqui, moramos no generoso solo de Goiás, que elegeu senador o grande Juscelino Kubitschek,criador de Brasília e imortal ídolo nacional.

Bacharel em Direito, pela Universidade Católica de Goiás, Alaor Barbosa é também mestre em Literatura pela Universidade de Brasília-UnB. De sua vasta obra publicada, cumpre destacar alguns títulos. Ficaríamos aqui por horas, cavaqueando e discorrendo sobre o autor, sua obra e sua rica fortuna crítica, já que elogios vieram, em vibrantes palavras, de críticos literários, entre outros, do jaez de José Edson Gomes, Wilson Martins, José Leão Filho, Fernando Py, Gabriel Nascente, José Mendonça Telles, Gilberto Mendonça Telles,Assis Brasil, Manoel Hygino dos Santos, Modesto Gomes, Hélio Pólvora,Antônio Olinto, João Carlos Taveira, Bariani Ortêncio, Carmo Bernardes, Ronaldo Cagiano, Emanuel Medeiros Vieira e Anderson Braga Horta. Releva acentuar que, no dia 1º deste mês de setembro de 2010, o grande poeta,ensaísta e crítico literário Anderson Braga Horta recebeu Alaor Barbosa no Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal, em noite mememóral, em sessão solene presidida por Jarbas Marques, na ausência do Cel. Affonso Heliodoro, em viagem a Belo Horizonte, por questões de saúde.

Da bibliografia de Alaor Barbosa, destaquemos “Caminhos de Rafael” (contos, ficções, narrativas); “Um Cenáculo na Paulicéia” (um estudo sobre Monteiro Lobato, Godofredo Rangel e outros “irmãos de opa” [no caso, confrades de letras]; “Contos e Novelas Reunidos” (uma bela edição de capa dura,com 985 páginas); “Sinfonia Minas Gerais” (que já mencionei); “Eu, Peter Porfírio, o maioral” (romance, um dos finalistas do Prêmio Leya, com o selo Dom Quixote [Portugal, 2009].

Destaco, também, “Um Lenda”, obra magnífica, de viés joyceano –a história se passa em dois dias-, em cujo personagem central, o menino interiorano Rafael Noronha, eu me revi na minha natal cidade de Mariana, Minas Gerais, na mesma época. Quando terminei de ler as 262 páginas dessa obra genial, veio-me à memória uma instigante frase de Fernando de Castro: “Mas esse é o problema dos bons livros: quando menos se espera eles acabam.” Observação que se aplica, sem dúvida alguma, aos demais livros do novo membro desta Casa, à qual o saudoso poeta e ensaísta José Geraldo Pires de Melo consagrou tantos anos de sua vida e que encontrou no atual Presidente, escritor Fontes de Alencar, um notável líder e um indormido administrador.

Outras obras do nosso novo acadêmico: “A morte de Cornélio Tabajara”, “Meu Diário da Constituinte”, “Memórias do nego-dado Bertolino d’ Abadia”, “O exílio e a glória”, “Monteiro Lobato das crianças”, “Campo e noite”, “O romance regionalista brasileiro” e outras mais, algumas dedicadas ao público infantil, como “Saci e Romãozinho”.

Além de biógrafo, também ensaísta, em “Confissões de Goiás” e “Rui Barbosa: pensamento em ação”, Alaor Barbosa já recebeu vários prêmios, consta de várias antologias, é membro da Academia Goiana de Letras e consta,como bem lembrou Anderson Braga Horta, dos dicionários de Bariani Ortêncio, Luiz Carlos Guimarães da Costa, Raimundo de Menezes, Napoleão Valadares e,ainda, da enciclopédia da Oficina Literária Afrânio Coutinho.

Um dos mais importantes livros de Alaor Barbosa é esse “Sinfonia Minas Gerais”, da Editora LGE, de Brasília, livro todo centrado na vida e na obra de João Guimarães Rosa, de quem o autor goiano, jovem jornalista no Rio de Janeiro, se tornara amigo de muita estima recíproca. O livro (refiro-me ao 1º volume, pois o 2º ainda não saiu) é uma verdadeira ode em prosa ao grande escritor e diplomata, nascido em Cordisburgo, em l908. Coloca-o o autor nas alturas, no merecido Olimpo. Ora, não é que a obra é contestada, judicialmente, pelas duas filhas de Guimarães Rosa? Espantoso, inacreditável! Um absurdo, puro capricho, um despautério! A vida e a obra de Guimarães Rosa não pertencem apenas à sua família, pois se tornaram um patrimônio do Brasil e da literatura universal.As traduções de seus livros correm o mundo.

A Associação Nacional de Escritores (então presidida pelo saudoso poeta Joanyr de Oliveira),pelo seu jornal mensal, editado pelo mestre Afonso Ligório Pires de Carvalho, saiu em defesa de Alaor Barbosa, naquele começo de 2008. Ouçamos este trecho: “Confiscar obras literárias e punir escritores são ações que, pela intolerância e pelo anacronismo que as apequenam, configuram verdadeiros autos-de-fé medievais, inconcebíveis para mentes ciosas da liberdade, da justiça e da cidadania, a duras penas conquistadas.”

Na maré montante de indignação que tomou de assalto os intelectuais cultores do Estado de Direito, o Presidente da Academia Mineira de Letras, escritor, ex-Senador e ex- Ministro Murilo Badaró (falecido há dois meses), convidou o nosso autor para proferir palestra sobre o criador de “Grande Sertão:Veredas”, na sede da agremiação, no Auditório Vivaldi Moreira. Foi uma noite histórica. Tive o prazer e o privilégio de lá estar. Alaor Barbosa, ao final de sua conferência em torno do Mago de Cordisburgo, foi aplaudido de pé por um auditório cheio à cunha – bem se lembra a esposa do conferencista, Sra. Maria Gonçalves Ribeiro, lá presente. Era Minas, pela sua Academia hoje centenária, agradecendo a Alaor Barbosa por aquela sua magnífica “Sinfonia Minas Gerais”. Aliás, Alaor Barbosa tem sangue mineiro, pela vertente paterna, e paulista, pela vertente materna.

Vou concluir, meus caros amigos.

E quero concluir declarando que Alaor Barbosa, pelo seu trabalho, seu talento extraordinário, próprio dos gênios, seu engenho e arte, alçou-se à condição de um dos maiores escritores brasileiros contemporâneos. Pertence à sua bucólica Morrinhos, pertence a Goiânia, a Goiás, a Brasília,mas transcendeu até se firmar como grande escritor nacional.

Sua obra, de excepcionais qualidades de estilo e invenção, de criatividade, de tocante lirismo e forte dramaticidade, de pesquisa, de metalinguagem, sua obra –repito- engrandece uma nação.

É, pois, com grande alegria e sinceramente honrado, escritor Alaor Barbosa, que os veteranos confrades desta Academia de Letras do Brasil o recebemos nesta noite e nos sentimos altamente honrados, com sua presença entre nós, na cadeira nº XXX, tendo como Patrono Érico Veríssimo, glória de Cruz Alta, do Rio Grande do Sul e do Brasil.

Escreveu o inimitável Eça de Queiroz que “um bom livro regozija o espírito”. Frase singela e verdadeira. Eu direi agora, perante esta ilustre assembléia de cultores da literatura e admiradores do novo acadêmico, nesta tertúlia que ficará nos anais da Casa: a obra já publicada de Alaor Barbosa realmente regozija o espírito e nos transporta a mundos vários e encantados, desde a aurora de sua vida, na sua já mítica Morrinhos, onde nasceu e morou o menino Rafael Noronha, de “Uma Lenda”...
Seja muito bem-vindo, grande escritor brasileiro Alaor Barbosa!

Laus Deo!
Danilo Gomes
Brasília, 9/ 9/ 2010.

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Posse na academia de letras e artes de Goiás

Depois que publiquei o DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE MEMBROS DA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS(Goiânia: Kelps, 2007), o DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE MEMBROS DA ACADEMIA EVANGÉLICA DE LETRAS DO BRASIL(Goiânia: Kelps, 2007), o DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE MEMBROS DA ACADEMIA GOIANA DE LETRAS(Goiânia: Kelps, 2007), o DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE MEMBROS DO INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DE GOIÁS(Goiânia: Kelps, 2008), o DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE MEMBROS DA ACADEMIA FEMININA DE LETRAS E ARTES DE GOIÁS(Goiânia: Kelps, 2008, resolvi publicar o DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE MEMBROS DA ACADEMIA GOIANIENSE DE LETRAS.
Em termos de Academia, é a mais nova instituição cultural fundada em Goiás, eis que instalada e com Sessão Solene de Posse, no Auditório da Câmara Municipal de Goiânia, no dia 06.11.2006.
Mas a Academia Goianiense de Letras foi organizada já carregando uma história. É que, por volta de 1976, alguns estudantes de Anápolis que estudavam e residiam em Goiânia, fundaram a Academia Goianiense de Letras, chegando a assinar a Caixa Postal, 1138, Anápolis, Goiás, 77.100, conforme consta de vários documentos, inclusive do livro ENDEREÇÁRIO CULTURAL BRASILEIRO, publicado em 1978.
Foram além. Fizeram diversos membros correspondentes por todo o Brasil, consoante se pode verificar na biografia de alguns deles, destacando-se, ADELGÍCIO DE PAULA(Juiz de Fora), ANITA VAZ(Governador Valadares), ALDA ESTELITA(Rio de Janeiro), AMIR MASSUD(Natal), ARITA PETTENÁ(Campinas), ARY SIMÕES(Passa Quatro), além de centenas de outros que a exigüidade de espaço não permite mencionar, muitos deles constando da ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA(São Paulo, 2001), de Afrânio Coutinho.
Relembrado este fato histórico, retornemos à atual ACADEMIA GOIANIENSE DE LETRAS. Valho-me das palavras de seu timoneiro, o baiano EMÍDIO SILVA FALCÃO BRASILEIRO:

“Criada no dia 30 de janeiro deste ano(2006), para dar dignidade, espaço e representatividade ao escritor da Capital e do interior, a Academia Goianiense de Letras resgata uma idéia surgida há 30 anos, de estudantes de Anápolis que residiam em Goiânia.
Definiu, em reunião realizada no último sábado, dia 6, o fardão, que deverá ser confeccionado e, a partir do momento em que ficar pronto, será dada posse, em ato simbólico, aos seus 40 membros efetivos.
Entre os fundadores, já ocupando a Cadeira 38, está o professor Wolmir Amado, reitor da Universidade Católica de Goiás e autor de cinco livros, que escolheu dom Fernando Gomes dos Santos como Patrono.
O objetivo da Academia é dar identidade cultural para o escritor, para que a sociedade entenda a presença da AGynL na vida do autor: ele dedica horas preciosas de seu tempo para o ato de criar e produzir, às vezes até com sacrifícios ao convívio com a família, não sendo reconhecido em seu papel.
Como não tem nenhum apoio, surgiu a preocupação em criar a entidade para garantir que a sua obra seja eternizada, não fique esquecida com o desaparecimento de seu autor; e como o escritor não tem profissão regulamentada, a Academia vem proteger a sua obra, garantir-lhe um espaço. Pela primeira Academia, criada na França pelo cardeal Richelieu, já passaram mais de 700 escritores.
No momento, o presidente da nova entidade, Emidio Silva Falcão Brasileiro atua em várias frentes: conseguir sede para instalar a Academia e o patrocínio do fardão, já reivindicado ao governador Marconi Perillo, escolhido Patrono, tomando como exemplo o fato de que o Governo do Rio de Janeiro patrocina os fardões dos membros da Academia Brasileira de Letras; torná-la de utilidade pública - o projeto, do deputado Daniel Messac já tramita na Assembléia Legislativa do Estado, a partir de iniciativa do deputado licenciado Mizael de Oliveira, o que facilitará o repasse de verbas para a sua manutenção e outras atividades - e criar um prêmio para os escritores que foram destaque no ano anterior, abrangendo os diversos segmentos, para entregar o troféu em noite festiva, a exemplo do Oscar para o cinema.
Baiano de Irará, 43 anos, casado, há 19 anos em Goiás, professor de Direito na Universidade Católica de Goiás e na Universidade Paulista (Unip), autor da maior pesquisa sobre comportamento sexual já feita no Brasil, que foi divulgada no programa "Fantástico", da Rede Globo de Televisão, com repercussão na imprensa nacional e internacional, como o "The New York Times", Emidio Brasileiro ganhou em 2004 o título honorífico de "Cidadão Goiano".
Agradecido com a honraria, decidiu retribuir, iniciando um trabalho pelo escritor, ele que é autor de 13 livros e vários estudos sobre comportamento, surgindo como proposição a criação da Academia Goianiense de Letras.
Pesquisando na internet descobriu que há 30 anos um grupo de anapolinos que estudava em Goiânia organizou uma entidade com esse nome, curiosamente com sede em Anápolis, que não foi registrada e os estudantes acabaram se dispersando, deixando-a de lado.
Novamente uma cidade do interior fez a idéia evoluir: em contato com dois escritores, Cláudio de Castro e José Donizete Fraga, da Academia de Letras de Aparecida de Goiânia, decidiram pela criação da nova entidade.
Com o estatuto pronto, baseado na pioneira Academia Francesa, e de início com oito sócios fundadores, decidiram rever o documento e tomar duas definições: que para ser membro a pessoa teria que ter obra publicada e residir em Goiânia há cinco anos. Fixando o quadro social em 40 membros, começaram a escolher os demais 32, de praticamente todas as atividades, com a indicação de nomes e a respectiva seleção.
Convite aceito, cada membro escolheu o seu Patrono entre pessoas que o influenciaram em sua carreira ou que tivesse sido uma personalidade marcante para Goiânia, como no caso de Pedro Ludovico Teixeira, e a partir daí escrever sobre ele.
Outra decisão é que a Academia não será fechada e nem restrita apenas aos seus membros, já abrindo oportunidade a que todos possam se inscrever, apresentando seu trabalho - livro, música, artigo etc. - e criando a figura do sócio correspondente, que resida em outra cidade”, finaliza Emídio Brasileiro.

Porque dei apoio logístico, aos estudantes anapolinos de 1976 e por ser membro da nova entidade, decidi elaborar o DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE MEMBROS DA ACADEMIA GOIANIENSE DE LETRAS.
Todos os nomes abaixo biografados, bem como mais de vinte mil outros nomes, já estão no meu DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, na internet, no site www.mariomartins.com.br ou www.usinadeletras.com.br
Membro da Academia Goiana de Letras, desde 1983, da Academia Tocantinense de Letras, desde 2001 e do Instituto Histórico e Geográfico de Goiás, da União Brasileira de Escritores de Goiás, da Associação Goiana de Imprensa e da Academia Goianiense de Letras, fui também Fundador e Presidente da Academia Anapolina de Filosofia, Ciências e Letras. Membro correspondente de diferentes academias no Brasil e exterior.
Este dicionário, com nomes exclusivamente vinculados à Academia Goianiense de Letras, tem um sentido todo especial. É que sempre gostei das atividades acadêmicas. De alguma forma, me especializei em textos de biografias.
Publiquei LETRAS ANAPOLINAS(600 páginas, 1984), JORNALISTAS, POETAS E ESCRITORES DE ANÁPOLIS(610 páginas, 1986), ESTUDOS LITERÁRIOS DE AUTORES GOIANOS(1057 páginas, 1995), ESCRITORES DE GOIÁS(816 páginas, 1996), DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE GOIÁS(1234 páginas, 1999), DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DO TOCANTINS(924 páginas, 2001), RETRATO DA ACADEMIA TOCANTINENSE DE LETRAS(470 páginas, 2005). DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE MEMBROS DA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS(1.034 páginas, 2007), DICIONÁRIO GENEALÓGICO DA FAMILIA RIBEIRO MARTINS(140 páginas, 2007), MISSIONÁRIOS AMERICANOS E ALGUMAS FIGURAS DO BRASIL EVANGELICO(496 páginas, 2007), DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE MEMBROS DA ACADEMIA EVANGELICA DE LETRAS DO BRASIL(394 páginas, 2007), DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE MEMBROS DA ACADEMIA GOIANA DE LETRAS(540 páginas, 2007), DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE MEMBROS DO INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DE GOIÁS(710 páginas, 2008), DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE MEMBROS DA ACADEMIA FEMININA DE LETRAS(368 páginas, 2008).
Portanto, o que consegui, ainda que frágil, aí está.
Pode-se pesquisar por cada cadeira, separadamente, na forma latina dos nomes ou seja por nome de batismo. Ou se pode pesquisar, através de um índice onomástico, colocado no fim do livro, na forma britânica ou seja pelo último sobrenome.
Trata-se de um livro meramente biográfico, sem nenhuma preocupação literária. Foram elaboradas muitas biografias entre os Patronos e Titulares da Academia Goianiense de Letras.
Outras informações sobre a Academia Goianiense de Letras, no site: www.academiagoianiense.org.br
De qualquer forma, o que foi encontrado aí está, primeiro na Internet e depois será transformado em livro. Daí o apelo, no sentido de que façam contato com o autor para corrigir ou ampliar as biografias. Pode-se usar o e-mail mariormartins@hotmail.com ou a Caixa Postal, 90, Palmas, Tocantins, 77001-970.

*MárioRibeiroMartins
é escritor e Procurador de Justiça.
(mariormartins@hotmail.com)
Site: www.mariomartins.com.br
HomePage:www.genetic.com.br/~mario

Literatura Barroca no Brasil

BARROCO

Objetivo:

Esta lição mostrará as origens do barroco,seus principais autores,como foi seu desenvolvimento na Europa, principalmente em Portugal. Aqui no Brasil teve uma grande influência e também teve seus autores.

Pré-requisito:

Continuar a seguir as lições.

BARROCO

O estilo barroco teve uma orientação artística que surgiu na Itália, especialmente em Roma, na virada para o século XVII. Na verdade,serviu como uma reação ao artificialismo maneirista do século anterior. O novo estilo estava comprometido com a emoção genuína e, ao mesmo tempo, com a ornamentação vivaz.

A base para esse movimento foi o drama humano , que na pintura barroca foi bem encenado com gestos teatrais muitíssimo expressivos, sendo iluminado por um extraordinário claro-escuro e caracterizado por fortes combinações cromáticas.O termo Barroco é usado para designar o estilo que, partindo das artes plásticas teve seu apogeu literário no século XVII, prolongando-se até meados do século XVIII.

No Brasil,esse movimento teve sua influência entre 1601 e 1768 com os seguintes eventos marcantes:

- 1601: publicação de Prosopopéia, de Bento Teixeira Pinto;

- 1768: publicação das Obras poéticas, de Cláudio Manuel das Costa, que assinala o início do Arcadismo no Brasil.

CONTEXTO HISTÓRICO

A REFORMA

O Barroco se manifestou em um período em que a igreja tinha uma forte influência na sociedade européia. Isto fez com que alguns dos seus membros ou que nela se infiltraram não por motivos puramente religiosos, mas pelo desejo de ter um status, já que na época fazer parte do clérigo era visto como algo de grande valor e isto fazia com que pessoas que não tinham verdadeiras vocações religiosas tivessem cargos dento da religião e assim através da atuação clerical vivessem como senhores nobres ou como pecadores contumazes, contrariando os ideais de humildade e simplicidade da doutrina cristã.

Esta situação serviu como forte motivo para uma cisão ou divisão dentro da igreja, que foi definitivamente concretizada pela Reforma Protestante de Martinho Lutero, iniciada em 1517, seguida da entrada de João Calvino, em 1532.

Os reformadores, Lutero na Alemanha e Calvino na França, reivindicavam a reaproximação da Igreja do espírito do cristianismo primitivo. Calvino tinha a idéia de que todos os fiéis podiam ter acesso ao sacerdócio, inclusive as mulheres. Era contra a hierarquia e colocou pastores como ministros das igrejas, aos quais era permitido o casamento.

Calvino pregou a teoria da predestinação, para ele era Deus que daria a salvação a poucos eleitos e que o homem tinha que buscar o lucro por meio do trabalho e da vida regrada, isto marcou a ética protestante ficou bem atraente para o pensamento capitalista principalmente para a burguesia.

A CONTRA-REFORMA

Com o objetivo de acabar com os exageros que haviam afugentados muitos fiéis e permitiu o êxito dos reformistas em alguns países, com isso a igreja começou a organizar a contra-reforma. Para isso, foi convocado o Concílio de Trento (1545-1563), com o objetivo de restabelecer a disciplina do clero e a reafirmação dos dogmas e crenças católicos.

Depois do Concílio de Trento, criou-se o índex, uma espécie de índice para censurar os livros que pregavam doutrinas contrárias ou diferentes da doutrina católica. A inquisição passa a ser reorganizada para ter julgamentos de cristãos, hereges e de judeus acusados, ou seja de qualquer pessoa que fosse contra os princípios cristãos ou da igreja dominante da época. A tentativa de conciliar o espiritualismo medieval e o humanismo renascentista resultou numatensão, ou uma disputa entre forças opostas: o teocentrismo e o antropocentrismo.

Características da literatura barroca

» Culto do contraste: o dualismo barroco coloca em contraste a matéria e o espírito, o bem e o mal, Deus e o Diabo, céu e a terra, pureza e o pecado, a alegria e a tristeza, a vida e a morte.

» Consciência da transitoriedade da vida: a idéia de que o tempo consome, tudo leva consigo,e que conduz irrevogavelmente a morte, reafirma os ideais de humildade e desvalorização dos bens materiais, ou seja sem apego aos bens materiais.

» Gosto pela grandiosidade: característica comum expressa com o auxilio de hipérboles, ou seja exageros, figura de linguagem que consiste em aumentar exageradamente algo a que se estar referindo.

» Frases interrogativas: que refletem dúvidas e incertezas, questionamentos: “que amor sigo? Que busco? Que desejo? O que quero da vida?

» Cultismo: é o jogo de palavras, o estilo trabalhado. Predominam hipérbole, hipérbatos (isto é, alteração da ordem natural das palavras na frase ou das orações no período) e metáforas (comparações), como: diamantes que significam dentes ou olhos.

» Conceptismo: é o jogo de idéias ou conceitos, de conformidade com a técnica de argumentação. É comum o uso de antítese, ou seja idéias contrárias, paradoxos. enquanto os cultistas tinham a visão direcionada aos sentidos, já os conceptistas eram direcionados a inteligência.

O BAROCO NO BRASIL

Este movimento só se tornou realidade no Brasil quando a exploração das minas de metais preciosos em Minas gerias deu oportunidade para o surgimento de novas cidades e vilarejos, pois com elas vieram também a cultura e a arte.

Um exemplo foi a :

ARQUITETURA BARROCA

Teve sua visão voltada para e construção de fortalezas, casas de engenho, igrejas pertencentes a muitas ordens como a dos beneditinos. Alguns de seus principais representantes foram: Francisco Frias de Mesquita, que veio para o Brasil em 1603; Francisco Dias , que foi um jesuíta e que projetou a primeira igreja jesuítica no Brasil; Francisco dos Santos, teve sua atuação em Olinda, foi arquiteto e também franciscano, seus projetos foram: a igreja de Nossa Senhora das Neves e o convento de São Francisco;Macário de São João, ele foi frei beneditino, que teve entre os seus principais projetos, o Convento de Santa Teresa, o Mosteiro de São Bento Casa de Misericórdia, em Salvador.

Francisco Xavier de Brito foi escultor português, radicando no Brasil, acabou influenciando a obra do mestre Aleijadinho;

Antonio Francisco Lisboa, também conhecido como o Aleijadinho, visto como o maior gênio da arte brasileira.

MÚSICA

A música barroca, por sua vez, tem nos nomes de José Joaquim Emerico Lobo de Mesquita e Marcos Coelho Neto sua maior representatividade.

LITERATURA

A publicação, em 1601, do poema Prosopopéia, de Bento Teixeira, marca o início da literatura barroca no Brasil.

Prosopopéia é um poema de 94 estrofes que exalta, de forma exacerbada, a figura de Jorge de Albuquerque Coelho, segundo donatário da capitania de Pernambuco.
Influenciado por Camões, Bento Teixeira transcreve em seu poema Prosopopéia inúmeros trechos de Os Lusíadas, estabelecendo, desta forma, um vínculo estreito entre a literatura brasileira e a literatura portuguesa do período.

Interessante apenas como um documento histórico da fase inicial da literatura brasileira, o poema de Bento Teixeira não apresenta grande valor estético.

Estendendo-se até 1768, a literatura barroca produzida no Brasil refletiu as tendências e características literárias de península ibérica.

Em resumo tem-se:

Origens do Barroco

- Jesuítas como responsáveis históricos pela formação do Barroco.

Barroco no Brasil:

- Realidade cultural a partiu do surgimento de cidades e vilarejos de Minas Gerais;

- Novas cidades e vilarejos originaram o desenvolvimento de manifestações culturais e artísticas como arquitetura, artes plásticas, músicas e literatura;

- Antonio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, visto como o maior gênio da arte barroca;

- Marco da literatura barroca no Brasil: o poema “Prosopopéia”, de Bento Teixeira, publicado em 1601.

Literatura

Literatura Goiana, viagem aleatória

Em qualquer manual estão inscritas as causas do retardamento da maturidade cultural do Centro-Oeste: o atraso econômico e a desorganização social de seu povo, a distância das grandes metrópoles, a ausência de vantajoso intercâmbio cultural com as metrópoles de avançada estrutura dos meios de veiculação da crítica e da formação cultural, a carência de investimentos públicos no setor e o tardio surgimento de centros de ensino. Com a agravante da interiorização, que dificultava o envio dos filhos para estudos na metrópole ou na Europa. Basta lembrar que só em 1846 foi instalado em Vila Boa (atual Goiás), o Liceu de Goiás. Sem formação, só é possível cultura popular. E literatura não é cultura popular, apesar de nela vitalizar-se.
Não é de hoje o reconhecimento dos entraves históricos que deixavam no abandono a atividade cultural. Ainda em 1942, em artigo publicado na revista Oeste, José Décio Filho reclamava que, em Goiás, “sempre nos faltaram orientação segura e incentivo, principalmente. Estado que ora se integra tão auspiciosamente na civilização brasileira, após tantos anos, de incubação sentimental e inútil, vive ainda soletrando o bê-a-bá das letras, completamente fora do mundo intelectual do país”.
Assim, pode-se constatar que apenas nos primeiros centros colonizados do País (Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia e Minas Gerais) houve ambiência para o Arcadismo, o Barroco, o Romantismo. Nos demais Estados, as condições seriam idênticas às desenvolvidas no Centro-Oeste. Só depois de completado o ciclo do ouro, a classe dominante buscou rumos que possibilitassem a formação de seus filhos. Então, só no advento do Modernismo houve ambiência para que um movimento literário alcançasse repercussão nacional. Portanto, o intelectual goiano deve compreender que é recente a sua territorialidade cultural, mas que deixou de existir fronteira para a interação com as metrópoles. A interação só será barrada se as metrópoles descobrirem que ele mesmo não se compreende.
É tão importante a formação para credenciamento do homem para a prática literária que os quatro principais escritores goianos estudaram no Liceu de Goiás. Por ali passaram Hugo de Carvalho Ramos, Bernardo Elis, José J. Veiga e José Godoy Garcia. Com o despertar da cidadania que o ensino formal enseja, três deles buscaram contato com as grandes metrópoles culturais. Assim, na década de 40, a literatura ascenderia à maturidade literária iniciada em 1917 por Hugo de Carvalho Ramos, com Tropas e boiadas, que o jovem Luiz Ruffato inclui na seleção de seus livros prediletos, e que o músico Elomar destaca como uma das grandes contribuições para a sua formação (Que brasilidade, que coisa bonita!, declarou em entrevista).
José J. Veiga, assim batizado literariamente pelo seu amigo Guimarães Rosa (“O Guimarães Rosa era muito versado em numerologia. Quando eu estava para lançar o primeiro livro, ele disse: ‘Você vai sair só como José Veiga? Assim não dá, ninguém tem apenas nome e sobrenome. Disse a ele que eu chamava José Jacinto Pereira Veiga. Ele tomou nota, fez alguns cálculos, levou algum tempo e disse: ‘Põe José J. Veiga, vai ser bom para você’.”), começou a publicar mais tarde. Só em 1959, depois de trabalhar na imprensa carioca e na BBC de Londres, publicaria Os cavalinhos de Platiplanto. Com esse livro e os vindouros, colocou o Brasil na vanguarda do realismo fantástico. Do fantástico crítico, de resistência à opressão. Nenhum outro iria se ombrear com ele.
Desde o período que começa com o lançamento de Hugo Carvalho Ramos e vai até o lançamento do GEN (Grupo de Escritores Novos), em 1963, surge uma plêiade de escritores inapagáveis da história literária, que as forças intelectuais de Goiás têm a obrigação de manter vivos com o correto posicionamento crítico. Basta mencionar João Accioli (um dos instauradores do Modernismo no Estado), Jesus de Barros Boquady (que morreu totalmente esquecido em Brasília, com grande parte de sua poesia ainda por publicar), Carmo Bernardes (de leveza e autenticidade tão ausentes da literatura nacional!), Eli Brasiliense (o naturalismo está novamente em voga), e Afonso Félix de Souza (um dos poetas goianos mais bem publicados fora do Estado). E uma centena de outros mais, alguns sendo reabilitados lentamente, sobretudo os poetas, em coleção da Universidade Federal de Goiás.
Com a inserção de Goiás na pós-modernidade, através do GEN, surgiu uma constelação de autores, e, nesta constelação, o sol do conflito. Aproveito aqui para me penitenciar por ter aceitado participar do conflito em determinado instante de minha juvenil atuação crítica. Imperdoável que, num dos momentos mais importantes para as obras de Heleno Godoy e Miguel Jorge, eu tenha atendido chamamentos — muitas vezes sugeridos por forças externas à minha compreensão — para macular parte de suas produções.
E agora, com humildade e melhor visão, reconheço que Heleno Godoy é um dos raros goianos que busca inovação de linguagem. E sem o trabalho de Miguel Jorge — somadas aí as suas obras literárias, um dos raros a escrever para o teatro no Estado — à frente do suplemento de O Popular, os novos escritores de Goiás não teriam alcançado o mercado editorial e a crítica das grandes metrópoles. Foi só o suplemento ser extinto para muitas portas se fecharem para a literatura goiana, principalmente das centenas de concursos literários promovidos pelas Prefeituras Municipais.
Alguns autores merecem nova hierarquização e melhor inserção na história da literatura: Heleno Godoy, Miguel Jorge, Antônio José de Moura, Gabriel Nascente, Aidenor Aires (prêmio Nestlé, que precisa trazer a lume novas obras), Maria Helena Chein, Coelho Vaz, entre outros. Yêda Schmaltz merece transitar por fora do GEN, já que sua obra teve aval crítico mais universalizador. Ainda Brasigóis Felício, com a sua literatura de resistência visceral; Valdivino Braz e Delermando Vieira, que optaram pelo neo-simbolismo; Pio Vargas, que teve participação meteórica na poesia goiana, também na linhagem neo-simbolista; e Dionísio Pereira Machado, com autenticidade neo-realista. Ainda à margem, brilham as estrelas de Gilberto Mendonça Teles, que ordena parte da história da literatura goiana; Alaor Barbosa, de obra vasta e polifônica; Cora Coralina, a matriarca da literatura goiana; e Augusta Faro, quê, na linha de José J. Veiga, traz alento novo ao fogo do realismo fantástico.

Literatura do Centro-oeste

Literatura Goiana, viagem aleatória

Em qualquer manual estão inscritas as causas do retardamento da maturidade cultural do Centro-Oeste: o atraso econômico e a desorganização social de seu povo, a distância das grandes metrópoles, a ausência de vantajoso intercâmbio cultural com as metrópoles de avançada estrutura dos meios de veiculação da crítica e da formação cultural, a carência de investimentos públicos no setor e o tardio surgimento de centros de ensino. Com a agravante da interiorização, que dificultava o envio dos filhos para estudos na metrópole ou na Europa. Basta lembrar que só em 1846 foi instalado em Vila Boa (atual Goiás), o Liceu de Goiás. Sem formação, só é possível cultura popular. E literatura não é cultura popular, apesar de nela vitalizar-se.
Não é de hoje o reconhecimento dos entraves históricos que deixavam no abandono a atividade cultural. Ainda em 1942, em artigo publicado na revista Oeste, José Décio Filho reclamava que, em Goiás, “sempre nos faltaram orientação segura e incentivo, principalmente. Estado que ora se integra tão auspiciosamente na civilização brasileira, após tantos anos, de incubação sentimental e inútil, vive ainda soletrando o bê-a-bá das letras, completamente fora do mundo intelectual do país”.
Assim, pode-se constatar que apenas nos primeiros centros colonizados do País (Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia e Minas Gerais) houve ambiência para o Arcadismo, o Barroco, o Romantismo. Nos demais Estados, as condições seriam idênticas às desenvolvidas no Centro-Oeste. Só depois de completado o ciclo do ouro, a classe dominante buscou rumos que possibilitassem a formação de seus filhos. Então, só no advento do Modernismo houve ambiência para que um movimento literário alcançasse repercussão nacional. Portanto, o intelectual goiano deve compreender que é recente a sua territorialidade cultural, mas que deixou de existir fronteira para a interação com as metrópoles. A interação só será barrada se as metrópoles descobrirem que ele mesmo não se compreende.
É tão importante a formação para credenciamento do homem para a prática literária que os quatro principais escritores goianos estudaram no Liceu de Goiás. Por ali passaram Hugo de Carvalho Ramos, Bernardo Elis, José J. Veiga e José Godoy Garcia. Com o despertar da cidadania que o ensino formal enseja, três deles buscaram contato com as grandes metrópoles culturais. Assim, na década de 40, a literatura ascenderia à maturidade literária iniciada em 1917 por Hugo de Carvalho Ramos, com Tropas e boiadas, que o jovem Luiz Ruffato inclui na seleção de seus livros prediletos, e que o músico Elomar destaca como uma das grandes contribuições para a sua formação (Que brasilidade, que coisa bonita!, declarou em entrevista).
José J. Veiga, assim batizado literariamente pelo seu amigo Guimarães Rosa (“O Guimarães Rosa era muito versado em numerologia. Quando eu estava para lançar o primeiro livro, ele disse: ‘Você vai sair só como José Veiga? Assim não dá, ninguém tem apenas nome e sobrenome. Disse a ele que eu chamava José Jacinto Pereira Veiga. Ele tomou nota, fez alguns cálculos, levou algum tempo e disse: ‘Põe José J. Veiga, vai ser bom para você’.”), começou a publicar mais tarde. Só em 1959, depois de trabalhar na imprensa carioca e na BBC de Londres, publicaria Os cavalinhos de Platiplanto. Com esse livro e os vindouros, colocou o Brasil na vanguarda do realismo fantástico. Do fantástico crítico, de resistência à opressão. Nenhum outro iria se ombrear com ele.
Desde o período que começa com o lançamento de Hugo Carvalho Ramos e vai até o lançamento do GEN (Grupo de Escritores Novos), em 1963, surge uma plêiade de escritores inapagáveis da história literária, que as forças intelectuais de Goiás têm a obrigação de manter vivos com o correto posicionamento crítico. Basta mencionar João Accioli (um dos instauradores do Modernismo no Estado), Jesus de Barros Boquady (que morreu totalmente esquecido em Brasília, com grande parte de sua poesia ainda por publicar), Carmo Bernardes (de leveza e autenticidade tão ausentes da literatura nacional!), Eli Brasiliense (o naturalismo está novamente em voga), e Afonso Félix de Souza (um dos poetas goianos mais bem publicados fora do Estado). E uma centena de outros mais, alguns sendo reabilitados lentamente, sobretudo os poetas, em coleção da Universidade Federal de Goiás.
Com a inserção de Goiás na pós-modernidade, através do GEN, surgiu uma constelação de autores, e, nesta constelação, o sol do conflito. Aproveito aqui para me penitenciar por ter aceitado participar do conflito em determinado instante de minha juvenil atuação crítica. Imperdoável que, num dos momentos mais importantes para as obras de Heleno Godoy e Miguel Jorge, eu tenha atendido chamamentos — muitas vezes sugeridos por forças externas à minha compreensão — para macular parte de suas produções.
E agora, com humildade e melhor visão, reconheço que Heleno Godoy é um dos raros goianos que busca inovação de linguagem. E sem o trabalho de Miguel Jorge — somadas aí as suas obras literárias, um dos raros a escrever para o teatro no Estado — à frente do suplemento de O Popular, os novos escritores de Goiás não teriam alcançado o mercado editorial e a crítica das grandes metrópoles. Foi só o suplemento ser extinto para muitas portas se fecharem para a literatura goiana, principalmente das centenas de concursos literários promovidos pelas Prefeituras Municipais.
Alguns autores merecem nova hierarquização e melhor inserção na história da literatura: Heleno Godoy, Miguel Jorge, Antônio José de Moura, Gabriel Nascente, Aidenor Aires (prêmio Nestlé, que precisa trazer a lume novas obras), Maria Helena Chein, Coelho Vaz, entre outros. Yêda Schmaltz merece transitar por fora do GEN, já que sua obra teve aval crítico mais universalizador. Ainda Brasigóis Felício, com a sua literatura de resistência visceral; Valdivino Braz e Delermando Vieira, que optaram pelo neo-simbolismo; Pio Vargas, que teve participação meteórica na poesia goiana, também na linhagem neo-simbolista; e Dionísio Pereira Machado, com autenticidade neo-realista. Ainda à margem, brilham as estrelas de Gilberto Mendonça Teles, que ordena parte da história da literatura goiana; Alaor Barbosa, de obra vasta e polifônica; Cora Coralina, a matriarca da literatura goiana; e Augusta Faro, quê, na linha de José J. Veiga, traz alento novo ao fogo do realismo fantástico.

Literatura de Cordel

A história da literatura de cordel começa com o romanceiro luso-holandês da Idade Contemporânea e do Renascimento. O nome cordel está ligado à forma de comercialização desses folhetos em Portugal, onde eram pendurados em cordões, chamados de cordéis. Inicialmente, eles também continham peças de teatro, como as de autoria de Gil Vicente (1465-1536). Foram os portugueses que introduziram o cordel noBrasil desde o início da colonização. Na segunda metade do século XIX começaram as impressões de folhetos brasileiros, com suas características próprias. Os temas incluem fatos do cotidiano, episódios históricos, lendas , temas religiosos, entre muitos outros. As façanhas do cangaceiro Lampião (Virgulino Ferreira da Silva, 1900-1938) e o suicídio do presidente Getúlio Vargas (1883-1954) são alguns dos assuntos de cordéis que tiveram maior tiragem no passado. Não há limite para a criação de temas dos folhetos. Praticamente todo e qualquer assunto pode virar cordel nas mãos de um poeta competente.

No Brasil, a literatura de cordel é produção típica do Nordeste, sobretudo nos estados de Pernambuco, da Paraíba, do Rio Grande do Norte e do Ceará. Costumava ser vendida em mercados e feiras pelos próprios autores. Hoje também se faz presente em outros Estados, como Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo. O cordel hoje é vendido em feiras culturais, casas de cultura, livrarias e nas apresentações dos cordelistas.

Os poetas Leandro Gomes de Barros (1865-1918) e João Martins de Athayde (1880-1959) estão entre os principais autores do passado.[1]

Todavia, este tipo de literatura apresenta vários aspectos interessantes e dignos de destaque:

  • As suas gravuras, chamadas xilogravuras, representam um importante espólio do imaginário popular;
  • Pelo fato de funcionar como divulgadora da arte do cotidiano, das tradições populares e dos autores locais (lembre-se a vitalidade deste gênero ainda no nordeste do Brasil), a literatura de cordel é de inestimável importância na manutenção das identidades locais e das tradições literárias regionais, contribuindo para a perpetuação do folclore brasileiro;
  • Pelo fato de poderem ser lidas em sessões públicas e de atingirem um número elevado de exemplares distribuídos, ajudam na disseminação de hábitos de leitura e lutam contra o analfabetismo;
  • A tipologia de assuntos que cobrem, crítica social e política e textos de opinião, elevam a literatura de cordel ao estandarte de obras de teor didático e educativo.

Colemar Natal

PATRONO DA CADEIRA 14- COLEMAR NATAL(COLEMAR NATAL E SILVA), de São José do Tocantins, Niquelândia, Goiás, 24.08.1907, escreveu, entre outros, “DIVISÃO TERRITORIAL E ADMINISTRATIVA DO ESTADO DE GOIÁS”(1978), "HISTÓRIA DE GOIÁS"(1935), "NA PROCURADORIA GERAL DO ESTADO"(1940), "NA TRIBUNA E NA IMPRENSA"(1940), "PARECERES E DECISÕES" (1940), “RUI BARBOSA-SEU TEMPO E SEU MEIO”(1928).
Vinculado ao Tocantins, por ter nascido às margens do Tocantins e ter feito conferência na Câmara dos Deputados em Brasília, em prol da criação do Estado. Filho de Marcelo Francisco da Silva e Eurídice Natal e Silva.
Após os estudos primários com a sua mãe, estudou no Liceu de Goiás Velho e formou-se Advogado na Faculdade de Direito do Rio de Janeiro. Foi Professor e Reitor da Universidade Federal de Goiás.
Advogado, Jornalista, Historiador. Professor, Jurista. Escritor, Ensaísta, Pesquisador. Memorialista, Conferencista, Cronista. Produtor Cultural, Intelectual, Pensador. Ativista, Literato, Contista. Administrador, Educador, Ficcionista.
Membro Nº 40 da Associação Goiana de Imprensa, da Ordem dos Advogados do Brasil. Presidiu a Assembléia Geral da Ordem dos Advogados que empossou a primeira diretoria do Instituto dos Advogados de Brasília, em 25 de fevereiro de 1960, tendo tomado posse o Advogado Inezeil Penna Marinho.
Fundador da Academia Goiana de Letras, Cadeira 04, cujo Patrono é Antônio Félix de Bulhões Jardim, hoje(1998), ocupada por sua filha Moema de Castro e Silva Olival. Fundador do Instituto Histórico e Geográfico de Goiás. Idealizador do Instituto dos Advogados de Goiás, além de várias outras instituições.
Lançado nos livros ESTUDOS LITERÁRIOS DE AUTORES GOIANOS e ESCRITORES DE GOIÁS, de Mário Ribeiro Martins. Presente na ESTANTE DO ESCRITOR GOIANO, do Serviço Social do Comércio, no livro SÚMULA DA LITERATURA GOIANA, de Augusto Goyano e Álvaro Catelan, bem como no DICIONÁRIO ENCICLOPÉDICO DE GOIÁS, de Lisita Junior e em todos os livros que tratam, da História de Goiás, entre os quais, ORIGEM DOS INSTITUTOS JURÍDICOS DE GOIAZ, de Abel Soares de Castro.
Acha-se também nos livros PRESIDENTES E GOVERNADORES DE GOIÁS, de Joaquim Cavalho Ferreira e OS PIONEIROS DA CONTRUÇÃO DE BRASÍLIA, de Adirson Vasconcelos. É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE GOIÁS, de Mário Ribeiro Martins. Encontra-se na ESTANTE DO ESCRITOR TOCANTINENSE, da Biblioteca Pública, do Espaço Cultural de Palmas.
Biografado no DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DO TOCANTINS, de Mário Ribeiro Martins, MASTER, Rio de Janeiro, 2001. Muito bem estudado no DICIONÁRIO DO ESCRITOR GOIANO(Kelps, 2006), de José Mendonça Teles.
Nascido em São José do Tocantins (hoje Niquelândia) a 24 de agosto de 1907. Filho do bacharel Marcelo Francisco da Silva e Eurídice Natal e Silva. Estudos primários com sua mãe, em 1914. Curso secundário no Lyceu de Goyaz, na antiga Capital, Vila Boa, em 1924.
Diplomado em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito "Cândido Mendes", Rio de Janeiro (1929).
Formado em Ciências Econômicas, pela Fundação Getúlio Vargas, do Rio de Janeiro, onde teve por colega seu famoso primo, Otávio de Bulhões.
Um dos Fundadores do "Centro Goiano", hoje Associação Goiana. Redator da Revista Informação Goiana, Rio de Janeiro, ao lado de Henrique Silva.
Colaborador do "Jornal do Brasil" e de "O Jornal".
Um dos criadores da Casa do Estudante, RJ.
Professor de História de Goiás na Escola Normal Oficial de Goiás; de Sociologia, Português e História Universal no Lyceu de Goyaz, em 1930.
Promotor Público na antiga Capital do Estado, em 1931(Naquela época, os Promotores eram nomeados a bel-prazer dos governantes e por isso não permaneciam no cargo). Secretário do Interior e Justiça. Procurador Geral de Justiça.
Advogado do Estado. Professor catedrático de Ciências das Finanças da Faculdade de Direito de Goiás e seu diretor. Professor de Psicologia Educacional, da Universidade Católica de Goiás.
Presidente da Comissão de Organização da Universidade Federal de Goiás e seu primeiro Reitor, em 1961.
Em 1932, fundou, junto com outros, o Instituto dos Advogados de Goiás. Presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Goiás, de que foi um dos fundadores, em 1933. Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Secção de Goiás. Presidente do Instituto Brasileiro de Educação, Ciência e Cultura, Secção de Goiás.
A primeira edição de seu livro HISTÓRIA DE GOIÁS teve prefácio do Conde de Afonso Celso e a segunda edição recebeu o prefácio de Pedro Calmon.
Foi presidente da Academia Goiana de Letras e titular da Cadeira 4, cujo Patrono é Antônio Félix de Bulhões Jardim, hoje(1998) ocupada por sua filha Moema de Castro e Silva Olival.
Sócio do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (1976) e da Academia Brasileira de História.
Professor Emérito pelo Conselho Universitário da U.F.G. Diploma de Emérito pela Loja Maçônica "Aurora".
Casado (21-7-1931) com a bacharel em Direito e professora Genezy de Castro e Silva, oriunda da família Caiado. Filhas: Moema de Castro e Silva Olival, professora universitária, casada com o advogado Louvercy Olival; Mariza de Castro e Silva Machado, casada com o advogado Joaquim Machado de Araújo; Magaly de Castro e Silva Pacheco, casada com o advogado Altamiro Caio Pacheco e Marilda de Castro e Silva Coelho, casada com o engenheiro Carlos Alberto Ferreira Coelho.
Sobre ele, e com o título “REALIZAÇÕES E PROJETOS DE COLEMAR NATAL E SILVA” escreveu excelente livro a sua filha Moema de Castro e Silva Olival que também o substituiu na Cadeira 4, da Academia Goiana de Letras.
De família nobre, foi Colemar Natal e Silva. Seu pai, Marcelo Francisco da Silva, além de Deputado Federal, Vice-Governador do Estado e Juiz Federal, foi também Presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Goiás.
Sua mãe, Eurídice Natal de Silva, fundou a Academia de Letras de Goiás, em 1904, em Goiás Velho.
Seu avô, Joaquim Xavier Guimarães Natal foi Ministro do Supremo Tribunal Federal, por 22 anos e único goiano, até agora(1998), a alcançar semelhante cargo. O livro de Colemar PARECERES E DECISÕES teve prefácio de Clóvis Bevilaqua.
Sobre ele e com o título “COLEMAR NATAL E SILVA E SUA HISTÓRIA DE GOIÁS”, escreveu excelente matéria, o crítico literário Mário Martins, no livro ESCRITORES DE GOIÁS, Master, Rio de Janeiro, 1996.
Nas comemorações do CENTENÁRIO DE NASCIMENTO DE COLEMAR NATAL E SILVA(24.08.1907 a 24.08.2007), o Instituto Histórico e Geográfico de Goiás, a Academia Goiana de Letras e a Universidade Federal de Goiás desenvolveram uma programação sendo palestrantes MIGUEL JORGE(Cinema e Literatura), IVO PINTO DE MELO(Imprensa Universitária: 4º Poder), PEDRO SERGIO SANTOS(Literatura e Direito), LICINIO LEAL BARBOSA(José Honorato da Silva e Sousa) e ÁTICO VILAS BOAS DA MOTA(Colemar Natal e Silva na Universidade Federal de Goiás).
No Instituto Histórico e Geografico de Goiás, embora seu nome não apareça hoje(2007) em NENHUM DOS QUADROS DE MEMBROS, foi um dos fundadores do Instituto e seu Presidente entre 14.04.1933 até 16.03.1956 e depois entre 16.03.1973 até 12.01.1993.
Faleceu em 23 de fevereiro de 1996, em Goiânia, com 89 anos de idade.
Na Academia Goianiense de Letras é o Patrono da Cadeira 14, tendo como Titular Licínio Leal Barbosa.
É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br